Namoro programado ou inseminação: qual a diferença?
Os dois são tratamentos de baixa complexidade, mas funcionam de formas diferentes. Veja o que muda.
O que os dois têm em comum
Namoro programado (o nome popular do coito programado) e inseminação intrauterina (IIU, também chamada de inseminação artificial) são tratamentos de reprodução assistida de baixa complexidade. Nos dois, o ciclo é acompanhado por ultrassom para identificar o melhor momento, às vezes com uma medicação para estimular o crescimento de um a três folículos. E nos dois o teste de gravidez é feito cerca de duas semanas depois.
Namoro programado (coito programado)
Aqui a fecundação acontece de forma natural. Quando o folículo está perto da ovulação, a orientação é ter relações em dias alternados por cerca de 7 dias. Não há procedimento no consultório: o que muda é o acompanhamento médico para acertar o período fértil.
Inseminação intrauterina
Na IIU, os espermatozoides são preparados em laboratório, para concentrar os mais saudáveis e móveis, e colocados diretamente no útero com um cateter fino. É um procedimento indolor, feito na Embrion SP, com a Dra. Graziela. A amostra pode ser do parceiro ou de doador.
Quando cada um é indicado
As indicações são parecidas: infertilidade sem causa aparente, alteração leve da qualidade dos espermatozoides e ciclo menstrual irregular, como na síndrome ovariana metabólica poliendócrina (SOMP), antiga SOP.
A principal diferença está nas exceções. O coito programado não é indicado quando a contagem de espermatozoides móveis, depois do preparo da amostra, é menor que 10 milhões/ml. Também não serve para casais de mulheres ou mulheres solteiras, que usam esperma doado. Nesses casos, o caminho é a IIU.
Nenhum dos dois é adequado para todos os casos de infertilidade. Antes de escolher, é preciso uma avaliação completa da saúde reprodutiva de quem vai fazer o tratamento.